Paralisação motoristas de aplicativo Campo Grande reúne categoria contra PLP que ameaça a profissão.
- Tatiana Santos

- 13 de abr.
- 3 min de leitura
Atualizado: 15 de abr.

Paralisação motoristas de aplicativo Campo Grande mobiliza dezenas de profissionais e motoentregadores na manhã desta terça-feira contra o PLP 152/2025. Categoria alerta para fim da profissão e piora nas condições de trabalho. Saiba o impacto na capital sul-mato-grossense e as principais demandas. (158 caracteres)
A paralisação motoristas de aplicativo Campo Grande ganhou as ruas da capital nesta terça-feira (14). Motoristas de apps como Uber e 99, além de motoentregadores de plataformas como iFood, se concentraram na Avenida Dr. Fadel Tahjer Iunes para protestar contra o Projeto de Lei Complementar 152/2025, que tramita na Câmara dos Deputados. A mobilização faz parte de um ato nacional, mas aqui em Mato Grosso do Sul o foco é mostrar o dia a dia difícil da categoria e cobrar que o texto seja revisto antes de virar lei.
Centenas de trabalhadores esperavam participar do movimento, que começou logo cedo e se estendeu até o meio da manhã. Com bandeiras e carros enfileirados, eles pediram atenção das autoridades para uma atividade que já é essencial no transporte e nas entregas da cidade.

Motivos da paralisação motoristas de aplicativo Campo Grande
Os profissionais afirmam que as condições atuais já são difíceis, com taxas baixas, combustível caro e manutenção dos veículos em alta. O PLP 152/2025, na visão deles, piora tudo isso ao legalizar práticas que beneficiam as plataformas em detrimento dos trabalhadores. Em Campo Grande, onde o app virou opção principal para quem precisa se deslocar ou receber comida e compras em casa, o medo é que a aprovação do texto torne o serviço inviável para muitos.
Representantes locais destacaram que o projeto surgiu após discussões ao longo de 2025, mas a versão mais recente ignorou emendas importantes apresentadas pela categoria. Em vez de proteger direitos, o texto abriria brechas para exclusões sem explicação, redução ainda maior nos ganhos e ausência de defesa para os motoristas. “Quem vive na rua sabe o que é preciso”, resumem os organizadores.
Impacto na rotina dos campo-grandenses
A paralisação motoristas de aplicativo Campo Grande não passou despercebida pelos moradores. Muitos relatos nas redes sociais mostraram aumento no tempo de espera por corridas e entregas, especialmente em bairros como Centro, Chácara dos Pioneiros e Nova Lima. Para quem depende do serviço para ir ao trabalho, levar crianças na escola ou receber marmitas no almoço, o protesto serviu como lembrete de quanto essa categoria movimenta a economia local.
Sem motoristas nas ruas, a cidade sentiu na pele a importância do setor. Supermercados, farmácias e restaurantes registraram atrasos nas entregas, o que reforça o argumento dos trabalhadores: se a profissão acabar ou ficar ainda mais precarizada, é a população que perde.
Demandas da categoria para um trabalho digno
Durante o ato, os participantes listaram pontos claros que gostariam de ver no projeto final. Entre as principais reivindicações estão taxa fixa mais justa, valor mínimo de R$ 1,80 por quilômetro rodado e corrida mínima entre R$ 8,50 e R$ 10. Eles também cobram fim das exclusões sem direito de defesa e regras que impeçam as plataformas de alterar algoritmos de forma arbitrária.
Aqui em Mato Grosso do Sul, onde o calor extremo e as distâncias urbanas já desafiam o dia a dia, esses ajustes são vistos como essenciais para manter a categoria ativa. Alguns motoristas já testam alternativas locais, como o aplicativo UP Mobility, criado por iniciativa da Rota MS e dos próprios profissionais, que oferece taxa fixa de R$ 1 independente do valor da corrida. Ainda pequeno, o app mostra que é possível pensar em modelos mais equilibrados.
O que pode mudar com a aprovação do PLP 152/2025
Se o texto seguir sem alterações, a categoria teme um êxodo em massa. Muitos profissionais, que sustentam famílias inteiras com o trabalho nos apps, já cogitam mudar de ramo. Isso poderia reduzir drasticamente a oferta de serviços em Campo Grande e no interior de Mato Grosso do Sul, afetando não só o transporte individual, mas também o delivery que impulsiona pequenos comércios.
A paralisação motoristas de aplicativo Campo Grande serve, portanto, como alerta. Os trabalhadores querem ser ouvidos antes que a lei seja votada. Eles lembram que foram consultados no início das discussões, mas as mudanças recentes deixaram de lado propostas que garantiriam segurança e renda mínima.
O movimento nacional, que ocorre em várias capitais, reforça a união da categoria. Em Campo Grande, o ato transcorreu de forma pacífica, com foco no diálogo e na visibilidade do problema.
Você presenciou o fato?
Envie foto ou vídeo para o WhatsApp do CG MS News: (67) 991768646. Deixe sua opinião nos comentários abaixo.












Comentários