"André Puccinelli disputa governo do Estado?"
- Tatiana Santos

- 26 de mar.
- 3 min de leitura
Atualizado: 2 de abr.

Puccinelli descarta candidatura ao governo de MS e Prefeitura de Campo Grande
André Puccinelli anunciou nesta quinta-feira (26) que não disputará mais cargos majoritários nas eleições de 2026. O ex-governador e ex-prefeito de Campo Grande confirmou que será pré-candidato a deputado estadual, priorizando o trabalho na Assembleia Legislativa para ajudar a capital e o interior de Mato Grosso do Sul. A declaração encerra meses de especulações sobre seu retorno à Prefeitura ou ao Palácio da Nação.
A decisão de Puccinelli deputado estadual chega em momento estratégico para a política sul-mato-grossense. Com larga experiência à frente da capital entre 1997 e 2004 e do governo estadual de 2007 a 2014, o emedebista afirma que quer colocar todo esse conhecimento a serviço dos municípios a partir do Parlamento. “Com a minha experiência, procurar auxiliar a nossa Campo Grande, os nossos municípios do MS, o nosso Estado”, destacou ele em entrevista exclusiva ao Giro Estadual de Notícias.
Para os campo-grandenses, o movimento representa uma mudança de foco.
Em vez de comandar o Executivo municipal novamente, Puccinelli aposta em atuar como legislador, onde poderá influenciar projetos que beneficiem diretamente a capital, como melhorias em infraestrutura, saúde e mobilidade. A escolha também fortalece o MDB em um ano eleitoral decisivo, especialmente após a saída de Simone Tebet para o PSB, onde ela concorrerá ao Senado por São Paulo.
O partido, que atualmente conta com Júnior Mochi e Renato Câmara na Assembleia, vê na candidatura de Puccinelli deputado estadual uma oportunidade de ampliar sua bancada. Internamente, a legenda projeta crescimento também na Câmara Federal, com estimativa de eleger pelo menos quatro deputados. “Que Deus a conduza e que ela tenha sucesso no novo caminho que ela escolheu”, comentou Puccinelli sobre a saída de Tebet, demonstrando tom conciliador.
Puccinelli deputado estadual: trajetória de diálogo e equilíbrio.
A opção por uma vaga na Assembleia não reflete cansaço, mas sim uma escolha consciente de trajetória. Puccinelli ressaltou que radicalização e extremos não constroem. Ele defende um “presidente estadista” que governe sem rótulos ideológicos e com compromisso com todos os brasileiros. “Apesar das divergências, já dividimos o plenário da ALEMS no passado e mantivemos uma convivência respeitosa”, disse sobre possíveis adversários como Zeca do PT, que também mira a reeleição.
Essa postura de diálogo é vista com bons olhos por lideranças locais. Em Campo Grande, onde Puccinelli deixou marcas como obras de pavimentação, duplicações e projetos sociais, a notícia é recebida com expectativa. Moradores e vereadores acompanham de perto como o ex-gestor poderá contribuir para pautas urgentes da capital, como o enfrentamento à violência, expansão de leitos hospitalares e desenvolvimento econômico.
A confirmação de Puccinelli deputado estadual também anima outros nomes da mesma geração política. O ex-presidente do Tribunal de Contas, Jerson Domingos, já anunciou pré-candidatura ao mesmo cargo. A ALEMS pode reunir, assim, figuras históricas como Londres Machado e Zeca do PT, criando um cenário de debate qualificado sobre os rumos de Mato Grosso do Sul.
No plano nacional, o MDB vive momento de recuperação.
Sob comando de Baleia Rossi, a sigla ampliou sua bancada de 32 para 44 deputados federais e de 12 para 13 senadores. Em MS, a estratégia é repetir esse crescimento, com foco em candidaturas competitivas e estruturação partidária.

A política de Mato Grosso do Sul ganha mais um capítulo importante com essa definição. Os eleitores de Campo Grande e do interior agora acompanham de perto como essa experiência acumulada se traduzirá em propostas concretas na Assembleia Legislativa.
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