Simone Tebet deixa MDB após 30 anos e encerra era política.
- Tatiana Santos

- 31 de mar.
- 2 min de leitura
Atualizado: 2 de abr.

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, anunciou no último sábado (21 de março) sua saída do MDB, partido ao qual permaneceu filiada por quase três décadas. A decisão marca o encerramento de um ciclo político significativo não apenas para a política de Mato Grosso do Sul, mas também para a história recente do partido que a abrigou desde 1997.
A mudança ocorre em contexto estratégico para as eleições de 2026. Tebet se filia ao PSB, a mesma legenda do vice-presidente Geraldo Alckmin, em movimento que sinaliza seu alinhamento com a coligação governista. A expectativa é que ela dispute uma vaga ao Senado por São Paulo, deixando para trás sua base histórica em Mato Grosso do Sul, onde construiu sua carreira política como prefeita, senadora e vice-governadora.
Simone Tebet deixa MDB: Fim de uma era no partido.
Em comunicado oficial, Tebet expressou gratidão ao MDB, reconhecendo a importância da legenda em sua trajetória. "O MDB, casa que me abrigou e me permitiu servir ao Brasil por quase 30 anos, também serviu de moradia segura para os brasileiros democratas perseguidos durante a longa noite do arbítrio", afirmou em publicação nas redes sociais.
A ministra reafirmou seu compromisso com a vida pública, destacando que continuará dedicada ao Brasil em sua nova legenda. "É a essa tarefa, nesta nova casa, que continuarei a dedicar as minhas melhores energias", completou, sinalizando continuidade em seu projeto político, ainda que em novo partido.
O PSB confirmou a filiação com entusiasmo, destacando em nota oficial que recebe Tebet com "respeito e senso de responsabilidade histórica". O partido ressaltou sua "firmeza moral, experiência institucional" e "compromisso democrático", qualidades que o partido considera fundamentais para sua atuação na legenda.
Impactos políticos em Mato Grosso do Sul.
A saída de Simone Tebet do MDB representa um momento de inflexão na política de Mato Grosso do Sul. Filha do ex-senador Ramez Tebet, ela consolidou uma base política robusta no estado ao longo de três décadas, sendo eleita para diversos cargos pela legenda. Sua partida deixa um vazio significativo no partido, que perde uma de suas principais lideranças femininas e uma voz respeitada nas discussões nacionais.
A mudança também reflete as tensões internas do MDB em relação ao alinhamento com o governo Lula. Enquanto Tebet abraçou a coligação governista, assumindo cargo ministerial, setores do partido em Mato Grosso do Sul mantêm postura mais crítica. Essa divergência contribuiu para o distanciamento entre a ministra e a legenda, culminando na decisão de migração.
Para o PSB, a chegada de Tebet representa um reforço significativo. A ministra traz consigo experiência legislativa, credibilidade junto ao eleitorado progressista e uma trajetória de atuação em temas de desenvolvimento econômico e planejamento orçamentário. Sua filiação ao partido do vice-presidente Alckmin fortalece a coligação governista para as eleições de 2026.
A expectativa é que Tebet componha a chapa do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na disputa pelo governo de São Paulo, enquanto a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, ocupará a outra vaga ao Senado. Essa configuração reforça a estratégia da coligação de Lula para o pleito de 2026, buscando consolidar apoio em estados-chave como São Paulo.
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